domingo, 28 de fevereiro de 2010

Capítulo 2, Parte 3: Festim dos Corvos: Previsão


Cinco dias já se passaram desde que segui viagem com Kathryn. Na maior parte do tempo passamos calados, mas quando havia conversa nos mantivemos em assuntos do presente, como que caminho seguir, o que iríamos comer mais tarde ou aonde iríamos dormir. Era estranho.

Embora já tivesse notado que Kathryn fosse uma boa pessoa, ela era uma mulher muito fechada. Normal, creio eu. Não é fácil se abrir para um estranho, mesmo depois de aceitar viajar com ele sem destino.

Em certo momento da viagem, poucos minutos antes de anoitecer, resolvemos parar para comer e descansar. Enquanto há luz preparamos uma fogueira e começamos a assar o resto de carne que a moça trouxe de casa. Comento:

- Acho melhor caçar algum animal amanhã. Um coelho ou outro bicho do tipo.

- Tudo bem, o arco que eu trouxe ainda está em ótimas condições e com um bom número de flechas.

Olho para a aljava e comento:

- Dez, pelo que vejo. Vai servir bem. E acho que você vai se virar bem melhor que eu com esse arco. Nunca treinei com um, só com a espada.

Antes que nossa conversa continue, ouço uns sussurros estranhos, trazidos pelo vento. Intrigado, rapidamente olho para trás e vejo um estranho homem barbado, vestido com farrapos e pele de lobo, empunhando um cajado de madeira. Sério, ele diz:

- Você viu a morte ontem. E ela se manifestará mais duas vezes na sua frente em breve.

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