
Estranho. Como cheguei neste descampado? Que me lembre estava na floresta... Dullahan! Mas espere... onde ele está?
Realmente é estranho. De uma hora para outra me vejo em um campo, ainda à noite. A lua cheia está linda, mas que me recorde a lua não era cheia, e sim crescente.
Confuso, sigo por este campo, curioso sobre como cheguei até aqui. Será que morri e o outro mundo é assim? - pensei. Ao longe ouço os corvos crocitando. De repente uma pessoa vai surgindo, muitos pés à frente. Não consigo ver seus detalhes, mas parece ser uma mulher.
Eu corro até ela e me deparo com uma cena assustadora: dezenas, centenas de corpos caídos no campo, com os corvos lhes devorando o que lhes sobra de carne. São incontáveis aves e a mulher está parada no meio assistindo ao banquete macabro. Os cadáveres são de pessoas de diversas idades, homens, mulheres, velhos e crianças. Há animais também, desde cães e gatos até vacas e cervos. Sinto vontade de vomitar.
Me afasto um pouco, viro o olhar e percebo que, aos meus pés, há um corvo me observando. Em seguida outros se aproximam, andando em minha direção. Logo vários me cercam. Em vão, saco minha espada e tento atacar para espantá-los, afastando alguns que saem em revoada. Então a estranha mulher, ainda encoberta pela escuridão, aproxima-se e diz:
- Nunca saque sua espada para um emissário da morte, mortal.
Então os corvos ali presentes alçam vôo e avançam sobre mim. Antes que me acertem com seus bicos, eu acordo.





