
- O que quer dizer com... Dullahan? Está dizendo que é ele que está matando vocês?- perguntei, incrédulo.
- Sim! Você tem que acreditar em mim!
Sem esperar a minha reação, o ladrão saiu correndo pela estrada, ainda cambaleante.A luz da lua por entre as árvores só era o bastante para não ficarmos no breu total. Com dificuldade, seguimos juntos pela estrada, sempre atentos ao som de cavalos ao longe. No caminho, improvisei uma atadura com farrapos para estancar o sangue no braço do homem. Myles é seu nome, segundo ele.
Apesar de tentar ajudá-lo nessa fuga, ainda tinha muita dúvida se era delírio, mentira ou apenas o medo os confundiu. A escuridão da noite pode pregar diversas peças. "Será que é mesmo verdade?" - pensei. Após um bom tempo de caminhada, eu já estava tendo que carregar o homem nas costas, mesmo que ficasse completamente sujo com o sangue que lhe cobria o corpo. Felizmente a sorte parece nos sorrir.
- Uma cabana! - avisei ao já semi-consciente Myles.
Seguimos até lá e bati à porta. Ninguém atendera. Deixei Myles encostado na parede e tentei arrombar a entrada e pronto. A tranca de madeira cedera depois de umas quatro fortes investidas.
O lugar tinha apenas um cômodo. Parecia o lar de um caçador ou lenhador solitário. Entramos e Myles deitou-se na cama. Enquanto eu fechava a porta novamente com um cabo de vassoura como tranca, ele me perguntara:
- Por que me ajuda, se momentos antes nós lhe ameaçamos a vida?
- Nem eu sei. Hoje só sigo o que me der na telha. Se sobrevivesse esta noite iria caçar vocês, talvez.
- E enfrentaria a nós três?
- Você estava fora de combate mesmo quando nos encontramos no início. Os outros tiveram a vantagem da surpresa, mas não me subestime, rapaz. Como comerciante em Dublin eu também treinei espada com meu pai. E não sou burro. Faria mais ou menos como vocês e os emboscaria em algum lugar.
- Mas você não tem medo de morrer?
- O que me segurava neste mundo se foi dias atrás. - respondi, com pesar. Quando terminei de trancar a porta e ajeitar um canto na parede, me cobri com outro cobertor que estava guardado e fiquei de guarda. A noite já se aproxima do fim.
- Sim! Você tem que acreditar em mim!
Sem esperar a minha reação, o ladrão saiu correndo pela estrada, ainda cambaleante.A luz da lua por entre as árvores só era o bastante para não ficarmos no breu total. Com dificuldade, seguimos juntos pela estrada, sempre atentos ao som de cavalos ao longe. No caminho, improvisei uma atadura com farrapos para estancar o sangue no braço do homem. Myles é seu nome, segundo ele.
Apesar de tentar ajudá-lo nessa fuga, ainda tinha muita dúvida se era delírio, mentira ou apenas o medo os confundiu. A escuridão da noite pode pregar diversas peças. "Será que é mesmo verdade?" - pensei. Após um bom tempo de caminhada, eu já estava tendo que carregar o homem nas costas, mesmo que ficasse completamente sujo com o sangue que lhe cobria o corpo. Felizmente a sorte parece nos sorrir.
- Uma cabana! - avisei ao já semi-consciente Myles.
Seguimos até lá e bati à porta. Ninguém atendera. Deixei Myles encostado na parede e tentei arrombar a entrada e pronto. A tranca de madeira cedera depois de umas quatro fortes investidas.
O lugar tinha apenas um cômodo. Parecia o lar de um caçador ou lenhador solitário. Entramos e Myles deitou-se na cama. Enquanto eu fechava a porta novamente com um cabo de vassoura como tranca, ele me perguntara:
- Por que me ajuda, se momentos antes nós lhe ameaçamos a vida?
- Nem eu sei. Hoje só sigo o que me der na telha. Se sobrevivesse esta noite iria caçar vocês, talvez.
- E enfrentaria a nós três?
- Você estava fora de combate mesmo quando nos encontramos no início. Os outros tiveram a vantagem da surpresa, mas não me subestime, rapaz. Como comerciante em Dublin eu também treinei espada com meu pai. E não sou burro. Faria mais ou menos como vocês e os emboscaria em algum lugar.
- Mas você não tem medo de morrer?
- O que me segurava neste mundo se foi dias atrás. - respondi, com pesar. Quando terminei de trancar a porta e ajeitar um canto na parede, me cobri com outro cobertor que estava guardado e fiquei de guarda. A noite já se aproxima do fim.


