segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Capítulo 2, Parte 1: Festim dos Corvos: Sonho


Estranho. Como cheguei neste descampado? Que me lembre estava na floresta... Dullahan! Mas espere... onde ele está?

Realmente é estranho. De uma hora para outra me vejo em um campo, ainda à noite. A lua cheia está linda, mas que me recorde a lua não era cheia, e sim crescente.

Confuso, sigo por este campo, curioso sobre como cheguei até aqui. Será que morri e o outro mundo é assim? - pensei. Ao longe ouço os corvos crocitando. De repente uma pessoa vai surgindo, muitos pés à frente. Não consigo ver seus detalhes, mas parece ser uma mulher.

Eu corro até ela e me deparo com uma cena assustadora: dezenas, centenas de corpos caídos no campo, com os corvos lhes devorando o que lhes sobra de carne. São incontáveis aves e a mulher está parada no meio assistindo ao banquete macabro. Os cadáveres são de pessoas de diversas idades, homens, mulheres, velhos e crianças. Há animais também, desde cães e gatos até vacas e cervos. Sinto vontade de vomitar.

Me afasto um pouco, viro o olhar e percebo que, aos meus pés, há um corvo me observando. Em seguida outros se aproximam, andando em minha direção. Logo vários me cercam. Em vão, saco minha espada e tento atacar para espantá-los, afastando alguns que saem em revoada. Então a estranha mulher, ainda encoberta pela escuridão, aproxima-se e diz:

- Nunca saque sua espada para um emissário da morte, mortal.

Então os corvos ali presentes alçam vôo e avançam sobre mim. Antes que me acertem com seus bicos, eu acordo.

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