
Aguardando a noite terminar, adormeci novamente. Já nem ligava se o dono da casa ira aparecer hoje. Melhor ele do que o tal cavaleiro. Contudo, meu sono não durou muito.
Sons do trotar do cavalo. Myles gemia na cama, mas ainda dormia. Parecia estar tendo alucinações. Seu ferimento era grave e já perdera muito sangue. A morte estava próxima. No fim era um pobre coitado e por isso acredito tê-lo ajudado. Um mínimo de dignidade antes da morte para alguém desesperado e que vira o terror horas atrás.
Abri a janela devagar e apenas o bastante para tentar ver o tal cavaleiro. a luz da lua me permitia ver um vulto montado em um cavalo se aproximando. Ao vê-lo chegar, pude distinguir melhor suas formas e um calafrio subiu a espinha.
Acima dos ombros não havia nada! Como pode? Então Myles falava a verdade. Na mão direita, o cavaleiro segurava algo que parecia ser uma cabeça. E então ele gritou:
- MYLES!! MYLES!!!
Ele parou diante da casa e em seguida Myles deu seu último suspiro. Em suas últimas palavras o pobre ladrão sussurrou:
- Pai... mãe... eu sinto muito.
Myles morrera e agora deve descansar em paz. Pelas poucas horas de convívio com ele notei que não era uma má pessoa. Poderia ter me enganado, é claro. Mas duvido que o infeliz tenha entrado nessa vida por vocação e sonho de infância. Fui até o corpo do rapaz para deixá-lo numa posição mais confortável e notei que minhas moedas estavam com ele.
- Que sorte! - imaginei.
Porém o trotar do cavalo recomeçou. E vinha na direção da casa.
Mais comentários oportunos. Cara, o "gelei" do 3º parágrafo ficou muito semelhante a uma gíria. Tu poderia substituir por algo como "subiu um calafrio por minha espinha", ou algo que o valha. Ficaria melhor.
ResponderExcluirDe resto, achei esse o melhor post até agora. =D